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domingo, 25 de setembro de 2011

Será que você está com Normose!?!?! O.o


Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito “normal” é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se “normaliza” acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha “presença”através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, sejam lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu “normal” e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes!

Martha Medeiros (02.08.07) Jornal Zero Hora – P. Alegre (RS)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Não Identificar-se

“Você não se dá conta de sua própria situação. Você está na prisão.
Tudo o que pode desejar, se você for sensato, é escapar (...) Além disso, ninguém pode escapar da prisão sem a ajuda daqueles que” já escaparam “, (...) cada prisioneiro pode encontrar um dia sua oportunidade de evasão, com a condição, entretanto, de que saiba dar-se conta de que está na prisão”. “A evolução do homem é a evolução de sua consciência. E a consciência não pode evoluir inconscientemente. A evolução do homem é a evolução de sua vontade e a vontade não pode evoluir involuntariamente”. “O estudo de si deve seguir lado a lado com o estudo das leis fundamentais do Universo”.


“Todas essas pessoas que vêem, que conhecem que podem vir a conhecer, são máquinas, verdadeiras máquinas trabalhando apenas sob a pressão das influências exteriores, (...) Sim. É possível deixar de ser máquina, (...) quando uma máquina se conhece, desde esse instante deixou de ser máquina.
Pelo menos não é a mesma máquina que antes. Já começa a ser responsável por suas ações”. “O controle das coisas exteriores começa pelo controle do que está dentro de nós, pelo controle de nós mesmos”.“Entre as metas expressas, a mais justa é sem dúvida a de ser senhor de si mesmo, porque sem isso, nada mais é possível. E, em comparação com essa meta, todas as outras são apenas sonhos infantis, desejos de que um homem não poderia fazer o menor uso, desde que fosse atendido”.
“A identificação é o obstáculo principal à lembrança de si. A liberdade significa antes de tudo: libertar-se da identificação”. “Cada homem normal tem energia suficiente para começar o trabalho sobre si. É necessário apenas que aprenda a economizar a energia de que dispõe. A energia é despendida, sobretudo, pelas emoções inúteis e desagradáveis, pela expectativa ansiosa de coisas possíveis e impossíveis, pelo mau humor, pelas pressas inúteis, pelo nervosismo, irritabilidade, devaneio e assim por diante”.




Palavras de Gurdjieff