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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Paralisia do Sono

Imagine a seguinte cena: você acorda no meio da noite ou logo de manhã e, antes de qualquer coisa, pensa que será um dia como qualquer outro. Mas ao tentar abrir os olhos percebe que eles não obedecem ao seu comando. Pior do que isso, ao tentar mexer qualquer parte do seu corpo nota que está absolutamente imóvel como se estivesse morto, enterrado em pixe, cada movimento precisa de uma vontade e uma força fora do comum e mesmo assim quase não há resposta do seu corpo. Bate o desespero, seus sentidos estão ligados, você consegue ouvir os barulhos do ambiente e sentir os lençois da cama. Absolutamente consciente, mas sem nenhum controle de seus músculos, não consegue sequer gritar ou falar falar. Não resta nada a fazer, a não ser tomado pelo pânico. Para piorar em alguns casos existe a nítida sensação de que você não está sozinho.

Muitas pessoas não precisam imaginar esta cena, elas já a vivenciaram, e algumas pessoas com certa frequência. Caso você seja uma dessas pessoas, parabéns! Você é mais uma vítima da Paralisia do Sono.

Um caso que serve para ilustrar centenas de experiências individuais é o de Ronald Seigel, documentado na revista Fator X: "Eram 4:20 da madrugada quando Ronald Seigel foi despertado pelo barulho da porta do seu quarto. Ouviu passos que se aproximavam e uma respiração ofegante. Paralisado de medo, só conseguiu ficar deitado, olhando para cima enquanto sentia o fétido odor da entidade que se aproximava. Parecia que havia uma tenebrosa presença. 'Tratei de tentar retirar os lençois e pular para fora da cama, porém estava preso a ela. Sentia uma forte pressão sobre o peito, meu coração batia forte e minha respiração estava difícil. Cada palavra saía de uma boca que cheirava a tabaco. Sua linguagem era estranha, parecia um inglês dito ao contrário. Havia um forte clima sexual. A entidade deitou em cima de mim. Comecei a perder a consciência e logo a voz cessou'."

 Folclore e explicações sobrenaturais

Durante séculos, pessoas de diferentes culturas descreveram ataques semelhantes. Normalmente ocorrem a noite, justamente no momento de dormir ou despertar. Estes ataques iniciam-se invariavelmente submetendo suas aterrorizadas vítimas a uma paralisia total, uma pressão forte sobre o peito e uma intensa atividade sexual, muitas vezes de natureza sodomita.

Uma das mais antigas tradições africanas a respeito do fenômeno lhe presta o nome de Popobawa, um espírito que submete as pessoas enquanto estas dormem e as faz "gritar sem voz". Já no Canadá "Old Witch" é o termo cunhado para se referir a assustadora figura que aparece durante os ataques noturnos. Na Alemanha, o nome para o fenômeno é "Mare", enquanto que os escandinavos a chamam de "Mara" e os gregos de "Mora", sendo que todas estas palavras são derivasões do saxão antigo para "Pesadelo"; a própria palavra pesadelo sendo derivada de 'pesado' usado para designiar um sonho penoso com sensação de peso no peito. No Japão é o Kanashibari que usa de sua magia para paralizar suas vítimas. Na idade média este amante noturno recebia o nome de íncubo, do latim "incubare", "estar sobre". O incubo foi muitas vezes descrito como um angustiante peso sobre o peito que traz a sensação de excitação sexual. Modernamente é muito comum ligar a paralisia do sono com relatos de abduções e visitas alienígenas.

A semelhança universal dos casos sugere que o fenômeno seja real. Porém de onde vêem estas "entidades"? Se formos acreditar nos casos descritos pelo folclore e no que dizem os pesquisadores paranormais, o que acontece é que ao dormirmos nossa alma se separa do corpo e visita diferentes mundos espirituais. Algumas vezes ao acordarmos o processo de união da alma e do corpo pode não ser perfeito e ficamos presentes ao mesmo tempo no mundo material e espiritual, resultando dai a paralisia do corpo físico. Segundo esta teoria isso chama a atenção de espíritos malévolos presos a terra que se aproveitam desta situação e nos atacam durante o sono para relembrar e reforçar seu apego as coisas terrenas, em especial ao sexo.

 Abordagem científica da paralisia sonora 

A visão científica atual propõe uma visão menos assustadora do fenômeno. Também chamada de Catalepsia do Sono, este é um problema mais comum do que as pessoas imaginam. Isto porque, todas as noites, quer lembremos ou não, sonhamos.  Ao sonharmos é essencial que as funções motoras do corpo estejam desligadas. Caso isso não acontecesse as consequências poderiam ser desastrosas, imagine cada vez que você sonhasse que está caminhando, caso seu corpo não estivesse com as funções motoras desligadas provavelmente acordaria a quilómetros de sua cama, ou tentaríamos correr, nadar e voar no mundo real a cada sonho que sugerisse a ação, nos expondo a muitos perigos e acidentes. A catalepsia é portanto um avanço evolutivo para nossa própria segurança. Pessoas que falam dormindo apresentam algum grau de dificuldade em manter a catalepsia, e assim são justamente estas pessoas que podem se expor aos momentos de paralisia em sonho. Normalmente ao acordarmos esta paralisia cessa, mas em algumas raras ocasiões esse mecanismo pode falhar.

Esta paralisia noturna é normalmente acompanhada de taquicardias, dificuldade de respiração e pânico. A experiência é penosa pois a vítima está semi-consciente do que acontece a sua volta e pode adentrar no que os cientístas chamam de alucinação hipnagógica: um estado entre o sono e a vigília, no qual os sonhos são bastante realistas. O estado de paralisia pode produzir hipervolemia e a sensação de opressão no peito. A restrição de oxigênio estimula os centros de prazer sexual do cérebro. Nestes casos a imaginação preenche a estranha realidade da paralisia com seus próprios medos e fantasias.

Normalmente, o primeiro sintoma da Catalepsia Noturna é a paralisia em sonhos. A pessoa pode ouvir um estranho som, as vezes descrito como um silvo ou um uivo.  Também são ouvidos passos, ruído de motor ou mesmo uma "respiração profunda". O aspecto mais assustador da paralisia durante os sonhos é a sensação de uma presença próxima. É possivel que nada esteja sendo visto, porém tem-se a sensação de que existe alguém mais no quarto. Algumas vezes esta presença se aproxima e a vítima pode sentir seu toque na pele, apertos, sacudida e contorsões.

 Como lidar com a paralisia do sono

A tentativa de racionalizar a paralisia noturna, não a torna menos assustadora. Não explica, por exemplo, porque, se os conteúdos dos pesadelos são tao variados, por quê o conteúdo dos casos de paralisia são tão semelhantes, independente da cultura de cada indivíduo. David J. Hufford, professor e diretor do Centro Kienle de Medicina Humanística da Universidade da Pensilvânia, sustenta em seu livro, "The Terror that comes in the Night", que existe algo a mais do que apenas truques produzidos pelo cérebro.  O que é mais curioso é o fato desses ataques terem sido denunciados por pessoas sãs e consciêntes do mundo inteiro. Pessoas que nunca tinham tido contato com as tradições populares e negam possuir qualquer interesse por fenômenos paranormais.

Seja como for é fato sabido que nos casos de paralisia noturna o melhor a se fazer é não se debater, nem se esforçar, pois isso pode levar a um ataque de pânico, seja a origem da paralisia um espírito malicioso ou uma alucinação hipnagógica. Se ao invez disso, simplesmente a pessoa tentar voltar a dormir sua mente pode descansar livre de angústia e o corpo pode em instantes retomar o processo natural de despertar. Tenha em mente que por pior que seja a experiência todos os relatos coincidem em um ponto: eventualmente a pessoa volta a ter o controle sobre o corpo e a vida segue seu rumo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

No palco da Mente. O Poder da Imaginação.

“A arte bela não é uma questão de inspiração ou de um elã livre das
faculdades de ânimo, mas de uma remodelação lenta e até mesmo penosa
para torná-la adequada ao pensamento, sem todavia prejudicar a liberdade
no jogo daquelas faculdades.”

Kant, I. - Crítica da Faculdade do Juízo. Rio de Janeiro: Forense Universitária , 1995, p.158

Todo Ser Humano possui o poder de treinar a própria mente, utilizando a imaginação para se tornar qualquer coisa, pois, no mundo da imaginação, não há limite, barreira, ética, moral, religiosidade e, por não existir culpa, não existirá julgamento, logo, tudo é possível, tudo é permitido.
O escritor Alex. F. Osborn, em sua obra "A força oculta", de 1971, em capítulo dedicado a imaginação simplifica sob ponto de vista funcional 4 propriedades de nossas habilidades mentais criativas:

1. Absortiva - habilidade de observar e de aplicar a atenção;
2. Retentiva - habilidade da memória em gravar e lembrar;
3. Raciocinativa - habilidade de analisar e julgar;
4. Criadora - habilidade de visualizar (ou ver mentalmente), prever e gerar ideias.

O verbo Imaginar significa: inventar, criar. A imaginação é ativa e criadora. É a grande arquiteta da nossa realidade, é a gestora da nossa vontade. É ela quem estabelece os parâmetros para a nossa vontade de atuar.
A vontade sem parâmetros é vazia. Se tiver vontade, terá vontade de alguma coisa e é a imaginação que cria essa alguma coisa. Imagino um bolo de chocolate e, após imaginá-lo, vem à vontade de comê-lo.
Negar a responsabilidade sobre o que se imagina é a causa do aprisionamento do criador à sua criação.
As fantasias e ilusões são escolhidas, apreendidas, assimiladas, interiorizadas, conforme o valor e o sentido dado por quem imagina e elas se transformam na lógica vivencial de cada ser humano.

As seguintes afimações de Albert Einstein convence o homem cada vez mais que o caminho para ótimas idéias é a imaginação. Na verdade o que o grande físico irá dizer abaixo é que o conhecimento deve ser usado criadoramente, pois sua força potencial não tem limites.

“A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação envolve o mundo. Eu sou suficientemente artista para desenhar livremente na minha imaginação. Imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando vida à evolução.”— Albert Einstein

O grande perigo do jogo da imaginação é não saber como administrar o que foi imaginado, pois podemos nos envolver a tal ponto que haverá dificuldade em separar o universo fenomenológico material do imaginário.
O que se imagina existe arraigado ao querer; assim o ato de transformar-se naquilo que se imaginou deve ser entendido como conseqüência do próprio querer.

Atitudes e comportamentos já memorizados prevalecem sobre os novos. Para que algo novo seja indexado em nossa mente, em nossa memória de longo prazo, é necessário usá-lo cada vez mais até que ele se consolide e se torne parte de nós mesmos, das nossas atitudes e comportamentos.

Praticar a imaginação merece tornar-se um hobby. Como é um hobby, e não uma obrigação ou necessidade, você deveria desfrutar dessa atividade, e se possível ela deveria realmente ser divertida.
É de extrema importância desenvolver os poderes da imaginação em sua juventude e familiarizar as crianças com os exercícios de concentração, e eles deveriam aprender como extrair bons exemplos e conclusões de contos de fadas, para que possam distinguir o bem do mal. Tornar essa prática um hábito é adquirir para si a virtude do auto-conhecimento.


Para nos conhecermos interiormente, não é essencial retroceder no tempo. Precisamos apenas tomar consciência das nossas atitudes e comportamentos atuais e que tipo de percepção está formando a nossa lógica vivencial, pois, ela determinará a nossa forma de interagir.
Se modificarmos a forma de pensar e imaginar, toda a tônica da nossa vida irá modificar-se.
Existem várias técnicas de exercícios para treinar sua imaginação pela internet. Eu recomendo a prescrita pelo hermetista Franz Bardon em seu livro: Iniciação ao Hermetismo. Lá também existem técnicas de concentração e respirações além de muito mais que o ajudará a formar-se numa pessoa melhor, digna de usar todos seus poderes pessoais.

Imagine, crie, faça acontecer! Você pode, mudar montanhas de um lado para o outro, acalmar o mar, curar os doentes e talvez até mesmo quando precisar andar sobre as águas.

domingo, 3 de julho de 2011

Os aspectos: Positivo e Eterno - Negativo e temporário; na Mente.

 A mente é nada mais nada menos que um profundo campo de forças, forças estas que movimentamos há todos os instantes consciente e inconscientemente através dos movimentos e mais especificamente através dos sentimentos. A alavanca mestra é o pensamento como fluxo que a impulsiona com tremenda velocidade e facilidade. Pensamento este que assim que sintetizado, faz com que sintonizemos forças interiores ou mentais com forças exteriores capazes de levar o indivíduo a extremos, de acordo com a capacidade de freqüência ou zonas de afinidade. Ex: Se imaginado sobre algo que o agradar, com certeza absoluta que isso lhe trará felicidade, automaticamente porá em movimentos forças mentais positivas que entrarão em concordância com forças positivas exteriores. E quanto maior a carga movimentada, maior será sua reação interior. Fazendo com que em fração de segundos percorra por todo o organismo uma força positiva que vibrará em todos os átomos, células, moléculas e tecidos, e no exterior reflita no semblante, no olhar e nos gestos. E assim influenciará o que estiver a sua volta como pessoas, plantas e animais.
       
Da mesma forma um pensamento daninho em concordância amarga com forças exteriores negativas, agirá negativamente em todos os sentidos, podendo assim acarretar uma série de conseqüências para o organismo, gerando até graves doenças.
       
A fonte de energia positiva emana simplesmente de DEUS, que é puro pensamento e não cessa nunca, percorrendo dimensões e mundos inimagináveis pela mente humana. Os astros como corpos absorvem estas energias e as refletem, tendo assim seus cursos e órbitas harmonias perfeitas.
      
Mas o homem como centelha divina consciente, pois que tem vontade e liberdade de agir ao absorver esta energia positiva não a compreende, não podendo se afinizar com ela. E se o homem tem a capacidade inteligente deve ele próprio conquistar, adentrar, absorver e assimilar esta positividade.
      
O homem ainda vive ainda de instintos, por não saber dominar suas forças superiores, que se desenvolvem com o amadurecimento espiritual. Por isso move mais forças negativas, que em grande parte são ativas, daí a grande confusão humana. Tornai-vos conscientes das forças positivas, para que possais desenvolvê-las e dominá-las e então adentrareis os mistérios e soluções e a cura para todos os males e então vereis DEUS.
      
Se a fonte de energia positiva flui de DEUS, que é o centro perfeito e absoluto, restam as seguintes questões: De onde provêm as forças negativas?  Onde é sua fonte geradora? Seria só DEUS o centro de todas as criações, ou haverá por ventura um outro centro criador de formas negativas desconhecidas? Ou elas provêm também de DEUS como o único Criador? Sendo DEUS o princípio e o fim, campo central de todas as forças positivas porque perfeitas, não podendo haver dentro do perfeito o imperfeito, fica bem claro que o negativo, o imperfeito não tem origem em DEUS-CENTRO. O negativo, o mal e o imperfeito não têm fonte criadora em Deus, mas tem como origem o que é o inverso do que é perfeito, gerado pela incompreensão da não-compreensão, que se torna um mal entendido do que é perfeito. O CENTRO-DEUS emana energia positiva perfeita que viajando por toda a criação retorna positiva. Mas esta energia ao ser incompreendida não sofre nenhuma e qualquer mudança em si, pois que é positiva e que está além, absolutamente de qualquer impregnação de outra força que não seja do mesmo campo, por ser ela perfeita e ligada ao CENTRO-CRIADOR-DEUS.
      
Mas quando essa positividade não é alcançada, não é compreendida, daí nasce o seu inverso ilusório negativo por falta de dados corretos. Não tendo o negativo fonte incessante eterna devido ao constante coletar de dados ela se torna um meio e não um fim. E até mesmo o suposto negativo, como meio, agirá de forma negativa, somente para que possa ser desgastada por si mesma, por não ter resistência diante a positiva. Pois que a força positiva tendo uma fonte eterna, se torna imensamente superior em todas as suas características, por ser a única real. Enquanto a força negativa por ser somente provisória e periférica, é desgastada por falta de uma fonte eterna, sendo gerada dentro de um determinado campo que é provisório. Assim ao ultrapassar este campo é novamente transformada em força positiva, porque a incompreensão se eleva como compreensão, o mal negativo se eleva ao bem positivo, o orgulho negativo à humildade positiva, a ignorância  negativa à sabedoria positiva, a dor negativa à felicidade positiva.
       
Mas essa energia negativa dentro do seu campo é tremendamente forte no seu centro, mas à medida que vai deslocando para a periferia ela vai enfraquecendo, à medida que entra em contato com a força positiva. Não tendo assim mais a atração do seu centro dessipa-se, por ser o positivo eterno e por isso muito mais forte e predominante. Daí resulta a fonte de energia negativa da incompreensão da força positiva e consequentemente a ignorância e seus derivados. À medida que se vai sofrendo a reação do negativo, vamos criando vontade de sairmos da dor, que é incompreensão que geramos por inconsciência da perfeição.
 Chelton Schinaider - Nós
Publicação autorizado pelo autor.