domingo, 25 de setembro de 2011

Será que você está com Normose!?!?! O.o


Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito “normal” é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se “normaliza” acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha “presença”através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, sejam lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu “normal” e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes!

Martha Medeiros (02.08.07) Jornal Zero Hora – P. Alegre (RS)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Equinócio de Primavera


A respiração ofegante dos ventos gélidos do Inverno em confluência com o prazeroso sol a aquecer a pele, anuncia a chegada de mais um Equinócio. É a primavera!! Oposto do Equinócio de Outono onde os ventos quentes do dia vai perdendo sua força para com elegância preparar-nos o Inverno.
Equinócios são estações que nos preparam para os solstícios, tempo intermediário onde noites e dias vão ficando mais longos ou mais curtos dependendo da referência que se encontra o Homem no planeta Terra; hemisfério sul ou hemisfério norte.

O momento equinocial que estamos dando inicio nesse triênio 21, 22, 23 de Setembro, indica que as noites ficarão mais curtas e os dias mais longos, onde o Sol terá maior durabilidade em nosso hemisfério sul. Comumente nesses três dias inicial dos equinócios, dias e noites custumam ter igualdade de duração. Todo esse processo da natureza aplica a perfeição do universo sobre nossas vidas. Primavera é o tempo onde a terra se encontra fértil, e os agricultores semeiam, para a colheita concluída no Outono, onde, os alimentos colhidos são colocados em estoque para consumo no espaço em que a terra se encontra em repouso, adormecida, que chamamos inverno.
Os povos antigos celebravam vividamente essas fases marcantes da natureza do planeta. Pagãos como são chamados palavra de origem latina "paganus" cujo significado é: aquele que mora no "pagus", no campo, na Natureza. O que em nada tem relação com a atribuição significativa pejorativa proposta pela igreja de Roma iniciado por Constantino no século III, atribuida até os dias de hoje para aqueles que não realizaram o ritual do batismo Cristão.



Mesmo com as guerras entre Pagãos e Cristãos, onde em ambos os lados praticaram a perversidade da violência que o poder de status conduz; operaram durante longo espaço na história manchas de genocidios uns contra os outros. Sociedades até o início do século XX que eram mantidas como secretas, como: Rosa Cruz, Maçonaria, Golden Dawn, e muitas outras extintas propagaram esses antiquissimos povos a sabedoria de celebrar em ritos as quatro estações anuais em conjunto com a ciência hermética. O que era oculto até então é revelado com a ebulição de uma Nova Era espiritual para a humanidade, onde, o Ser Humano descobre em si mesmo a potencialidade divina obscurecida pelos dezessete séculos da imposição criminosa do catolicismo e após o Cisma do protestantismo Cristão valendo-se como Verdade absoluta e irrefutável maquinando no inconsciente coletivo o medo do fogo do inferno, e a condenação eterna.

Nessa brisa de bênçãos que corre como uma criança em liberdade pelos ventos, terra, água e fogo nos dias de hoje é que falo a todos que se propuseram à leitura desse poster: conectar-se e celebrar a natureza quando em suas tranformações é também conectar-se a si mesmo e ao Deus(a) Mãe e Pai que existe dentro de cada um de nós e no universo, acima de tudo é aula viva edificante de ensinamento profundo de que fases propícias para cultivo, colheitas e repouso fazem parte da nossa natureza microcósmica (vida individual) e que não só de momentos agradáveis e felizes é a nossa vida, há tempos em que o Iverno chega, contudo, a esperança de que a primavera com seu perfume inebriante e confortador das flores é logo em seguida. Aquecendo nossos espíritos para o calor da atividade plena onde o suor da Totalidade de Sermos aquilo que preparamos em co-criação no coração e na mente de Deus seja celebrado no templo intimo de cada um de nós em cada amanhecer, levando o fulgor do sol, e o frescor da brisa para aqueles que vivem momentos de frio intenso. É a primavera do Amor, equilibrando todos os universos.




Dedico esse texto à Fada das Letras que me incentivou e me abençoou em inspiração. O Deus que habita em mim, louva a Deusa que habita em ti!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Considerações sobre Imunidade pela Biopsicologia

A nossa estrutura biológica que é lenta, foi superada pela rapidez das informações que a sociedade moderna através da comunicação em massa vêm produzindo.
A estrutura biológica não consegue mais acompanhar a rapidez das mudanças, gerando um mecanismo conhecido como estresse.
Segundo Hans Selye, uma das melhores definições da palavra estresse continua sendo “desgaste biológico." O conceito de estresse contudo, não está obrigatoriamente relacionado com situações ruins, um beijo apaixonado pode produzir considerável estresse sem causar danos importantes.
A reação psicossomática ao estresse pode ser considerado uma falha na defesa e o alerta é traduzido em alterações nos tecidos do corpo. As doenças psicossomáticas são comuns como resultados ou complicações do estresse psíquico. Os estressados crônicos apresentam vários distúrbios; quadros como: fadiga, cefaléia, taquicardia, mudança de apetite, cansaço muscular, falha de memória, distúrbios sexuais, má digestão... (Rodrigues&Gasparini).
Se as reações de estresse for intensa ou prolongada, poderá haver como conseqüência doenças ou maior predisposição ao desenvolvimento de doenças tais como: diabetes, hipertensão, infarto do miocárdio, úlceras, envelhecimento precoce, entre outras. Devido a perda do equilíbrio geral dos tecidos, órgãos e defesa imunológica. O sistema endócrino é altamente sensível tanto às experiências de vida cujo reflexo se dá nos diversos  estados  psicológicos com efeitos significativos sobre os processos imunológico.


O elevado nível de estresse emocional aumenta a suscetibilidade às doenças: o estresse crônico atua de modo a suprimir o sistema imunológico, que por sua vez gera maior suscetibilidade às doenças, além de provocar um desequilíbrio emocional, podendo aumentar a chance de um distúrbio mental, chegando a patologia severas. No entanto, muitas pessoas que vivem sob grandes cargas de estresses não ficam doentes, esses conseguem transmutar os aspectos negativos das tensões psicosociais para a polaridade positiva pela maneira que observam e interpretam as informações que lhes chegam.
A ansiedade quando intensa também é chamada de síndrome do pânico (crise ansiosa aguda). O estresse prolongado pode causar a depressão. Toda esta excitação acontece decorrente de uma descarga de um neurotransmissor chamada noradrenalina que é produzida nas supra-renais e núcleos amigdalóide. Os cientistas falam hoje do intestino como “segundo cérebro” do corpo humano, capaz de enviar sinais ao cérebro. Em termos de células (por exemplo: Os Linfócitos), o sistema imunológico do intestino é o mais importante do organismo e produz certas substâncias que regulam as reações imunológicas. Na parede intestinal encontra-se cerca de 80% do nosso potencial imunológico, como também o hormônio de crescimento que combate os sintomas do envelhecimento.
Os intestinos (delgado e grosso) têm relação direta com o nosso humor, disposição, vitalidade e alegria.
Outra descoberta é que cerca de 90% da serotonina (neurotransmissor responsável pela alegria) é produzida pelo intestino, mostrando a estreita relação deste órgão com a depressão, pois a serotonina está baixa em pessoas com depressão.
O cérebro, a pele e o sistema digestivo vêm da mesma origem embrionária, explicando a profunda relação deles com a estética, o humor, a nossa vitalidade e disposição.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Homosexualidade, História & Sociedade



A sexualidade sempre foi um grande enigma da humanidade e uma das mais importantes e complexas dimensões da condição humana. Sua compreensão envolve inúmeras variáveis que incluem questões morais, políticas, e ideológicas. Neste texto, procuraremos fazer uma breve digressão da construção sócio-histórica da sexualidade para tentar mostrar que a maneira que a cultura ocidental lida com as manifestações da sexualidade, particularmente a homossexualidade, é tributária dos códigos e valores que sustentam o imaginário desta cultura. Tais códigos, que variam segundo as épocas, influenciam diretamente o que é permitido, o que é proibido, o que é normal, e o que é patológico, em termo das práticas sexuais dos indivíduos. [...]
[...]Na cultua ocidental, o termo homossexualidade deve ser compreendido, inicialmente, como uma construção social tributária do contexto histórico no qual emerge. Portanto, quando dizemos algo a respeito da homossexualidade devemos ficar atentos a que este termo não represente uma essência em si, mas, como algo próprio da construção da linguagem moral da modernidade.

Como sabemos, na Antiguidade Clássica, assim como muitas culturas atuais, as convicções morais, políticas e religiosas a respeito da sexualidade divergem bastante da modelo ocidental da sexualidade. Assim, sustentar a existência de uma sexualidade “natural” trans-historica baseada no imperativo biológico da divisão dos sexos, seria no mínimo ingênuo. Todas as idéias e termos que temos à respeito da sexualidade são sustentadas pela cultura judaico-cristã que as criou.[...]



No ocidente, até o século XVIII, a visão cientifica acerca da sexualidade era concebida através de um modelo sexual único: a mulher era compreendida como sendo um homem invertido e inferior. Invertido do ponto de vista biológico, inferior do ponto de vista estético. A partir desta teoria, a concepção científica da época afirmava que só havia um sexo. Somente a partir do corpo do homem se realizava todas as potencialidades. A distinção entre eles era percebida (de acordo com a posição social e cultural), mas não explicada pela distinção entre os sexos. Em certa medida, a posição falocêntrica de Freud dá continuidade a esta visão.
 No final do século XVIII e início do século XIX, a realidade social é transformada pela revolução burguesa e pelo iluminismo. A percepção médico-científica da anatomia feminina também é transformada devido ao aparecimento de uma nova ordem política, onde se faz necessário distinguir, em termos de oposição, homens e mulheres, fazendo aparecer, portanto, dois modelos de sexos. A distinção entre os sexos, passa agora a justificar e colocar diferenças morais aos comportamentos femininos e masculinos, de acordo com as exigências da sociedade burguesa.

[...] De acordo com Áries (1985), tanto a igreja quanto a ciência buscam reconhecer a “deformidade física” que fazia do homossexual um homem-mulher. A homossexualidade será reconhecida no início como uma anomalia do instinto sexual causada pela degeneração ou atraso evolutivo. É importante comentar que o homossexual, num primeiro momento, era visto como um efeminado. O indivíduo não era culpabilizado por esta “deformidade”, porém, ele era isolado e vigiado como se fosse uma mulher, pois, acreditava-se que o homossexual, assim como a mulher, eram seres pecaminosos que poderiam seduzir outras pessoas para o “mau caminho”.
O preconceito social que estigmatiza e rotula o homossexual até os dias de hoje foi um produto da ideologia evolucionista burguesa, onde se criou uma crença numa vivência sexual “normal” e “civilizada”, a partir do momento em que o sexo se transformou em elementos político e social relevantes para época. O instinto sexual ligado diretamente à palavra “sexo”, passa a ter uma finalidade única. Todas às relações e condutas que fugissem à esta finalidade eram consideradas perversas e antinaturais.





Mesmo que o “mundo natural” seja igual para todos, cada cultura, cada sociedade, irá interpretá-lo de acordo com o sistema simbólico que rege esta determinada cultura. Vivemos nossa sexualidade conforme os parâmetros ideológicos, morais e políticos de determinações sócio-cultural na qual estamos inseridos. Por sermos dirigidos por convenções sócio-históricas, percebemos a sexualidade como algo inata, pronta, que transcende o humano, o tempo, a linguagem, e a historia, valida desde sempre para todos os sujeitos. A crença em uma sexualidade normal e natural nos leva a uma intolerância contra comportamentos sexuais que fogem a essa ordem, pois abalam nossas verdades. Legitimar o comportamento sexual do outro diferente é afirmar que não existe uma verdade absoluta e que verdade é sempre a verdade de cada, o que mostra que nossos referenciais são construções simbólicas de um tempo histórico e de uma cultura determinada.
Como no inconsciente não existe uma demarcação simbólica e temporal, não existe uma sexualidade natural e muito menos normal. Existem moções pulsionais que se deslocam manifestando uma pluralidade de expressões da sexualidade. Portanto não existe uma única maneira "certa" de vivenciar a sexualidade.

Paulo Roberto Ceccarelli (Psicólogo; psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental}

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Nuit


Vem, Noite antiquíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio. Noite
Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito.
Vem, vagamente,
Vem, levemente,
Vem sozinha, solene, com as mãos caídas
Ao teu lado, vem
E traz os montes longínquos para o pé das árvores próximas.
Funde num campo teu todos os campos que vejo,
Faze da montanha um bloco só do teu corpo,
Apaga-lhe todas as diferenças que de longe vejo.
Todas as estradas que a sobem,
Todas as várias árvores que a fazem verde-escuro ao longe.
Todas as casas brancas e com fumo entre as árvores,
E deixa só uma luz e outra luz e mais outra,
Na distância imprecisa e vagamente perturbadora.
Na distância subitamente impossível de percorrer.
Nossa Senhora
Das coisas impossíveis que procuramos em vão,
Dos sonhos que vêm ter connosco ao crepúsculo, à janela.
Dos propósitos que nos acariciam
Nos grandes terraços dos hotéis cosmopolitas
Ao som europeu das músicas e das vozes longe e perto.
E que doem por sabermos que nunca os realizaremos...
Vem, e embala-nos,
Vem e afaga-nos.
Beija-nos silenciosamente na fronte,
Tão levemente na fronte que não saibamos que nos beijam
Senão por uma diferença na alma.
E um vago soluço partindo melodiosamente
Do antiquíssimo de nós
Onde têm raiz todas essas árvores de maravilha
Cujos frutos são os sonhos que afagamos e amamos
Porque os sabemos fora de relação com o que há na vida.
Vem soleníssima,
Soleníssima e cheia
De uma oculta vontade de soluçar,
Talvez porque a alma é grande e a vida pequena.
E todos os gestos não saem do nosso corpo
E só alcançamos onde o nosso braço chega,
E só vemos até onde chega o nosso olhar.
Vem, dolorosa,
Mater-Dolorosa das Angústias dos Tímidos,
Turris-Eburnea das Tristezas dos Desprezados,
Mão fresca sobre a testa em febre dos humildes.
Sabor de água sobre os lábios secos dos Cansados.
Vem, lá do fundo
Do horizonte lívido,
Vem e arranca-me
Do solo de angústia e de inutilidade
Onde vicejo.
Apanha-me do meu solo, malmequer esquecido,
Folha a folha lê em mim não sei que sina
E desfolha-me para teu agrado,
Para teu agrado silencioso e fresco.
Uma folha de mim lança para o Norte,
Onde estão as cidades de Hoje que eu tanto amei;
Outra folha de mim lança para o Sul,
Onde estão os mares que os Navegadores abriram;
Outra folha minha atira ao Ocidente,
Onde arde ao rubro tudo o que talvez seja o Futuro,
Que eu sem conhecer adoro;
E a outra, as outras, o resto de mim
Atira ao Oriente,
Ao Oriente donde vem tudo, o dia e a fé,
Ao Oriente pomposo e fanático e quente,
Ao Oriente excessivo que eu nunca verei,
Ao Oriente budista, bramânico, sintoísta,
Ao Oriente que tudo o que nós não temos.
Que tudo o que nós não somos,
Ao Oriente onde — quem sabe? — Cristo talvez ainda hoje viva,
Onde Deus talvez exista realmente e mandando tudo...
Vem sobre os mares,
Sobre os mares maiores,
Sobre os mares sem horizontes precisos,
Vem e passa a mão pelo dorso da fera,
E acalma-o misteriosamente,
Ó domadora hipnótica das coisas que se agitam muito!
Vem, cuidadosa,
Vem, maternal,
Pé antepé enfermeira antiquíssima, que te sentaste
À cabeceira dos deuses das fés já perdidas,
E que viste nascer Jeová e Júpiter,
E sorriste porque tudo te é falso e inútil.
Vem, Noite silenciosa e extática,
Vem envolver na noite manto branco
O meu coração...
Serenamente como uma brisa na tarde leve,
Tranquilamente com um gesto materno afagando.
Com as estrelas luzindo nas tuas mãos
E a lua máscara misteriosa sobre a tua face.
Todos os sons soam de outra maneira
Quando tu vens.
Quando tu entras baixam todas as vozes,
Ninguém te vê entrar.
Ninguém sabe quando entraste,
Senão de repente, vendo que tudo se recolhe,
Que tudo perde as arestas e as cores,
E que no alto céu ainda claramente azul
Já crescente nítido, ou círculo branco, ou mera luz nova que vem,
A lua começa a ser real.
30-6-1914
“Dois Excertos de Odes (Fins de duas odes, naturalmente)”.
 
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).
  - 155.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

No palco da Mente. O Poder da Imaginação.

“A arte bela não é uma questão de inspiração ou de um elã livre das
faculdades de ânimo, mas de uma remodelação lenta e até mesmo penosa
para torná-la adequada ao pensamento, sem todavia prejudicar a liberdade
no jogo daquelas faculdades.”

Kant, I. - Crítica da Faculdade do Juízo. Rio de Janeiro: Forense Universitária , 1995, p.158

Todo Ser Humano possui o poder de treinar a própria mente, utilizando a imaginação para se tornar qualquer coisa, pois, no mundo da imaginação, não há limite, barreira, ética, moral, religiosidade e, por não existir culpa, não existirá julgamento, logo, tudo é possível, tudo é permitido.
O escritor Alex. F. Osborn, em sua obra "A força oculta", de 1971, em capítulo dedicado a imaginação simplifica sob ponto de vista funcional 4 propriedades de nossas habilidades mentais criativas:

1. Absortiva - habilidade de observar e de aplicar a atenção;
2. Retentiva - habilidade da memória em gravar e lembrar;
3. Raciocinativa - habilidade de analisar e julgar;
4. Criadora - habilidade de visualizar (ou ver mentalmente), prever e gerar ideias.

O verbo Imaginar significa: inventar, criar. A imaginação é ativa e criadora. É a grande arquiteta da nossa realidade, é a gestora da nossa vontade. É ela quem estabelece os parâmetros para a nossa vontade de atuar.
A vontade sem parâmetros é vazia. Se tiver vontade, terá vontade de alguma coisa e é a imaginação que cria essa alguma coisa. Imagino um bolo de chocolate e, após imaginá-lo, vem à vontade de comê-lo.
Negar a responsabilidade sobre o que se imagina é a causa do aprisionamento do criador à sua criação.
As fantasias e ilusões são escolhidas, apreendidas, assimiladas, interiorizadas, conforme o valor e o sentido dado por quem imagina e elas se transformam na lógica vivencial de cada ser humano.

As seguintes afimações de Albert Einstein convence o homem cada vez mais que o caminho para ótimas idéias é a imaginação. Na verdade o que o grande físico irá dizer abaixo é que o conhecimento deve ser usado criadoramente, pois sua força potencial não tem limites.

A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação envolve o mundo. Eu sou suficientemente artista para desenhar livremente na minha imaginação. Imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando vida à evolução.”— Albert Einstein

O grande perigo do jogo da imaginação é não saber como administrar o que foi imaginado, pois podemos nos envolver a tal ponto que haverá dificuldade em separar o universo fenomenológico material do imaginário.
O que se imagina existe arraigado ao querer; assim o ato de transformar-se naquilo que se imaginou deve ser entendido como conseqüência do próprio querer.

Atitudes e comportamentos já memorizados prevalecem sobre os novos. Para que algo novo seja indexado em nossa mente, em nossa memória de longo prazo, é necessário usá-lo cada vez mais até que ele se consolide e se torne parte de nós mesmos, das nossas atitudes e comportamentos.

Praticar a imaginação merece tornar-se um hobby. Como é um hobby, e não uma obrigação ou necessidade, você deveria desfrutar dessa atividade, e se possível ela deveria realmente ser divertida.
É de extrema importância desenvolver os poderes da imaginação em sua juventude e familiarizar as crianças com os exercícios de concentração, e eles deveriam aprender como extrair bons exemplos e conclusões de contos de fadas, para que possam distinguir o bem do mal. Tornar essa prática um hábito é adquirir para si a virtude do auto-conhecimento.


Para nos conhecermos interiormente, não é essencial retroceder no tempo. Precisamos apenas tomar consciência das nossas atitudes e comportamentos atuais e que tipo de percepção está formando a nossa lógica vivencial, pois, ela determinará a nossa forma de interagir.
Se modificarmos a forma de pensar e imaginar, toda a tônica da nossa vida irá modificar-se.
Existem várias técnicas de exercícios para treinar sua imaginação pela internet. Eu recomendo a prescrita pelo hermetista Franz Bardon em seu livro: Iniciação ao Hermetismo. Lá também existem técnicas de concentração e respirações além de muito mais que o ajudará a formar-se numa pessoa melhor, digna de usar todos seus poderes pessoais.

Imagine, crie, faça acontecer! Você pode, mudar montanhas de um lado para o outro, acalmar o mar, curar os doentes e talvez até mesmo quando precisar andar sobre as águas.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Borboletas


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mário Quintana

Brasil, Uma canção de liberdade.


Que algum dia possamos de deixar de comemorar a Independência do Brasil, para comemorarmos a Liberdade dos brasileiros.
Essa data cívica e simbólica, mal contada e forjada de ser independente de Portugal, é uma grande piada não digna do Brasil.
"Ah! ouve estas fontes murmurantes
Aonde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ah! esse Brasil lindo e trigueiro..."
Versos da música aquarela do Brasil, que canta o país em poesia e melodia, que destaco para que não fiquemos falando só de corrupções e desgraças, sim, fatos presentes nesse país, mas quem sabe ver com o coração e principalmente sabe usá-lo ajuda a curar essas mazelas com sua vontade mais pura de viver num país digno e próspero.
O poeta e músico Cazuza canta todos os desatinos desse país, seus fedores e estigmas, contudo a beleza da música está em seus últimos versos ao dizer: Em nenhum instante eu vou te trair, não, não vou te trair.
Brasil mostra a tua cara! Da beleza do teu povo, do respeito na diversidade, da biodiversidade que deve ser preservada na consciência de cada individuo nascido e adotado por esta terra verde, de céus estrelados azul de anil.
A força das nossas intenções por um país democrático mais justo social e econômico é a grande alavanca em movimentar essa nação. Unidos nenhuma força poderá dizer não. E então cantaremos o verdadeiro hino da liberdade. Sempre em frente...

Caminhando e cantando e seguindo a canção, pois, somos todos iguais braços dados ou não.
Quem sabe faz AGORA, não espera acontecer!!!

sábado, 3 de setembro de 2011

Criação de Realidades; Ciência e Esoterismo.

A relação entre semiótica, comunicação e magia é um dos aspectos mais amplamente discutidos e sistematizados na obra de conceituados mestres ocultistas. O conhecimento dos signos e de sua potência enquanto veículo de criação e-ou transformação da realidade é uma disciplina obrigatória no chamado "adestramento" dos "magos". O trato "tecnológico" com os signos ou, como se trabalha com cada tipo de signo, é um aprendizado voltado para o domínio das faculdades expressivas humanas. O adepto que pretende alcançar o grau de Iniciado deve submeter-se a exercícios metódicos; treinamento e educação da fala (palavra), do gesto, do olhar, da audição e até da gustação. Os signos adquirem então um alto valor de realização e não podem mais ser usados irresponsavelmente. Aos estudantes de magia é aconselhado pouco falar e muito ouvir. A razão desta prática, comum tanto entre os pitagóricos quanto entre os monges budistas, é o fato de que a maioria das pessoa fala em demasia em discursos no mínimo, redundantes, quando não, veramente noscivos, pela fealdade de suas imagens e intenções; porque "falar é criar" (LEVI, 1995), bem como pensar é o começo da criação; e tanto mais se for um falar e um pensar recorrentes, repetitivos. Os sons que reverberam nas matérias invisíveis da atmosfera podem criar forma e anima, dizem os ocultistas. Cumpre então cuidar do teor daquilo que se pensa e daquilo que se diz porque o princípio, aquilo que dá causa, início a um existir, às coisas, tal princípio, é o verbo. O poder das palavras e dos signos, sinais da vontade é enfatizado por todos os grandes mestres ocultistas.

Papus, em seu Tratado elementar de magia prática (1995), dedica especial atenção ao poder criador das palavras e chama a atenção para os efeitos físicos e metafísicos produzidos pela emissão de sons articulados portadores e significado ou signos de linguagem falada. Afirma, o mestre ocultista, que através da fala, consciente ou inconscientemente, os seres humanos engendram "entidades psíquicas" e adverte: "Uma velha lenda cristã diz que o diabo é incapaz de tomar pensamentos que não tenham sido materializados pela palavra". Nos dias atuais, num processo de espiritualização da humanidade que teve início nos anos de 1960, numerosos livros entre os definidos como "de auto-ajuda" têm, como base de suas técnicas, a reprogramação comportamental-pessoal através da repetição de frases que expressem os objetivos do emissor: ganhar dinheiro, recuperar a saúde, emagrecer, fazer sucesso etc.. Você pode curar sua vida, de Louise L. Hay (1999), lançado em primeira edição em 1984, é um dos clássicos deste tipo de literatura que propõe "despertar idéias positivas, superar doenças e viver plenamente". Mais antigo, o famoso Livro de ouro de Saint Germain (disponível para free download em vários sites da internet em língua portuguesa), apresentando argumentos esotéricos mais complexos, ensina a consciência do "EU SOU" e recomenda variados exercícios de vocalização e mentalização de proposições construtivas e remodeladoras do self. São frases do tipo: "Eu sou perfeito", "Eu tenho perfeita saúde", "Eu tenho dinheiro", "Eu tenho um excelente trabalho" etc.. Papus explica por que essas técnicas, se praticadas com rigorosa disciplina de persistência podem, de fato, mudar a vida de uma pessoa, de uma nação (se organizada em sessões coletivas) e até do mundo inteiro. Nas palavras do médico ocultista, Gerard Anaclet Vincent Encausse, o Papus:

(...) a Ciência Oculta ensina que toda vibração do plano físico determina mudanças de estado particulares no plano astral e no plano psíquico; o conhecimento desta afirmação permite saber até que ponto é certo e considerável o influxo que exerce o verbo humano sobre todos os planos da natureza. A emisão da voz compreende três efeitos simultâneos:

1º) emissão de um som pondo em ação o plano físico da natureza.
2º) Emissão de uma certa quantidade de fluido vital pondo em ação o plano astral.
3º) A criação e libertação de uma entidade psíquica que é a idéia à qual o som dá um corpo e a articulação dá a vida.

Cada idéia assim realizada (trazida à realidade) e manifestada no mundo material age, durante certo tempo, como um ser verdadeiro; depois extingue-se e desaparece progressivamente (...) A duração da ação desta idéia depende datensão cerebral (mental) com a qual ela foi emitida (e repetida)... (PAPUS, 1995 - P 183)


Mais recentemente, desde os anos de 1980, o bioquímico Rupert Sheldrake, autor de The presence of the past (A presença do passado) e Cães sabem quando seus donos estão chegando (1999), vem desenvolvendo uma teoria que confirma estas afirmações dos esotéricos. Trata-se da Teoria dos Campos de Ressonância Mórfica. Estudando a origem da recorrência das formas na natureza, buscando a origem dos padrões bio-químico-físicos, Sheldrake postula a existência de um campo invisivel de comunicação onde transitam idéias e matrizes que tanto conservam quanto promovem transformações tanto na anatomia dos seres vivos quanto nos seus hábitos comportamentais e, no caso do homem, promovem transformações sociais e culturais.

De acordo com Sheldrake, em biologia, estes campos são "esquemas invisíveis que se encontram por trás da forma de um organismo em crescimento". Com uma natureza semelhante à dos campos magnéticos, aqueles seriam, porém, "...um campo até aqui não reconhecido pela física (...) fazem parte de uma família maior de campos chamados campos mórficos (...) Na organização da percepção, do comportamento e da atividade mental, denominam-se campo perceptivo, campo comportamental e campo mental". (SHELDRAKE. 1999, p 417)

No perímetro de um campo como esse, as informações determinantes dos padrões e formas circulariam, manifestando-se sem barreira de tempo e espaço, através da "ressonância mórfica". Explica Sheldrake (1997): "A ressonância mórfica é a base da memória inerente aos campos em todos os níveis de complexidade (...) No âmbito humano, esse tipo de memória coletiva está intimamente relacionada àquilo que o psicólogo C.G. Jung chamava de inconsciente coletivo." Numa série de papers publicados em seu site oficial, Sheldrake (1987) explica sua teoria da ressonância mórfica em relação à experiência da humanidade:

Minha hipótese é que as sociedades possuem seus próprios campos mórficos socio-culturais nos quais estão incluídos e são coordenados todos os seus integrantes. Não obstante compreenda milhares e milhares de individualidades humanas, a sociedade pode funcionar e reagir como um todo unificado por influência das características de seu campo mórfico. Estamos nesses campos, virtualmente, o tempo todo: campos familiares, campos-nação, campos locais (regionais), campos dos variados grupos aos quais pertencemos. Estamos inseridos nesses imensos padrões coletivos de organização mas, como esses campos estão sempre presentes, são imperceptíveis; conscientemente, não nos apercebemos deles. Nós os admitimos como existentes assim como temos certeza do ar que respiramos, sem prestar atenção no fato como não reparamos no ar, sempre presente. Entretanto, se submergimos em água por um tempo, logo nos damos conta da existência do ar: tomamos consciência da falta que nos faz na iminência do sufocamento. (...) Existem certos contextos nos quais a memória social, embora inconscientemente, é invocada: trata-se dos rituais. Rituais são encontrados em todas as sociedades do mundo, tanto em contextos culturais laicos (mundanos) quanto em contextos religiosos. Em geral, esses rituais são conservados em sua essência e devem ser executados de uma maneira certa, que é a mesma supostamente praticada no passado. (...) Entre os diferentes povos, os rituais obedecem a padrões que repetem fórmulas estabelecidas em tempos, não raro, imemoriais. Quando as pessoas são questionadas sobre o 'porque' da obediência a tais padrões, em geral, respondem que assim fazem porque assim fizeram seus antecessores. (...) Se a ressonância mórfica acontece como eu penso, essa preservação de atos promovida pelo rituais, a repetição em si (...) tornaria seus participantes realmente capazes de se reconectar com seus ancestrais (em muitos sentidos) através da ressonância mórfica.(...) aspectos das tradições religiosas tornam-se mais claros quando confrontados com a idéia dos campos mórficos. Muitos mestres religiosos comparam o aprendizado e as práticas de iniciação com 'um caminho' (...) Na iniciação religiosa o indivíduo é introduzido numa senda, a qual, anteriormente, foi trilhada pelo iniciador que por sua vez foi instruído por um outro, antecessor, numa linha regressiva que remontará a um Buda ou um Cristo. Todas as pessoas que trilharam tais caminhos no passado contribuíram para criar um campo mórfico e, com isso, tornaram mais fácil aos seus sucessores empreender a mesma jornada.

[SHELDRAKE, 1987. In Society, spirit e ritual: morphic ressonance ressonance and colletive unconscious.

A teoria de Sheldrake coincide com ensinamentos esotéricos milenares e os campos mórficos podem ser identificadoscom os diferentes planos dachamada "Luz Astral" ou Akasha, dimensão puramente energética onde circulam e são registrados todos os fatos e idéias, todos os atos e falas já perpetrados no Universo. Os cientistas contemporâneos começam a cogitar seriamente na capacidade de "contaminação das idéias", posto que, uma vez emitidas, quer por palavras faladas, quer por outras expressões, estas idéias transitam sem barreiras numa invisível teia vibracional exercendo seu poder de sedução e transformação sobre indivíduos e sociedades.
Considerando tal hipótese como válida, atividades como a comunicação de massa ganham uma nova importância enquanto mecanismo capaz de acelerar a difusão de idéias. Ocorre que no contexto atual da política da informação, as mensagens veiculadas nos mídia (os meios de comunicação de massa), desconsiderando a natureza contagiosa dos pensamentos, palavras, imagens, músicas, exploram exaustivamente todo tipo de acontecimento sem nenhum critério que se preocupe com a saúde psicológica da audiência pública.

Programas jornalisticos (informativos) e de entretenimento (musicais, novelas, variedades), não raro, concentram suas pautas na reportagem e exibição de "coisas horrendas" (LEVI, 1995), espetacularizando, quando não, até glamourizando, fatos lamentáveis como guerras, assassinatos, assaltos, sequestros, atentados, suicídios etc.. A visão gratuita e exagerada, recorrente, de tais "coisas horrendas" é expressamente desaconselhada pelos Mestres da magia. Assim como o bioquímico Sheldrake, os magos acreditam que, à semelhança de uma radio freqüência, idéias ruins podem facilmente encontrar ressonância nas mentes mais susceptíveis ou predispostas, atuando como catalizadoras-multiplicadoras das piores tragédias que assolam a humanidade.

Quando telejornais e portais da internet insistem em ostentar em suas manchetes "o álbum de fotos do desastre", as imagens do atentado, o histórico do mais recente crime bárbaro que chocou a comunidade, estas mensagens germinam na mente coletiva e prosperam sempre que encontram um ego receptivo desencadeando tragédias outras semelhantes. Também no âmbito da vida privada, das relações familiares ou entre amigos, práticas corriqueiras e aparentemente inofensivas como a fofoca, a maledicência, a autodepreciação, queixas e lamentações freqüentes, resultariam na formação e consolidação de "correntes magnéticas ou cadeias mágicas" (LEVI, 1995) negativas que alimentam ciclos de infortúnio. Praticar o controle da mente, tomando as rédeas dos signos, domando o fluxo e a qualidade dos pensamentos é, portanto, um saudável exercício de projeção das idéias construtivas no sentido de produzir, a partir do plano psíquico e metafísico, as matrizes geradoras de melhorias efetivas, verificáveis no dia a dia da realidade física.

BIBLIOGRAFIA

HAY, Louise L. Você pode curar sua vida. [Trad. Evelyn Kay Massaro].
São Paulo: Nova Cultural/Best Seller/ Círculo do Livro: 1999.


LEVI, Eliphas. Dogma e ritual da alta magia. [trad. Rosabis Camayasar].
São Paulo: Pensamento, 1995.

PAPUS (Gerard Anaclet Vincent Encausse). Tratado elementar de magia prática.
[Trad. E.P.] – São Paulo: Pensamento, 1995.

SHELDRAKE, Rupert. Society, spirit and ritual: morphic ressonance and collective unconscious.
In http://www.sheldrake.org/Morphic/index.html